terça-feira, 28 de outubro de 2014

Meu Irmão Rivaldo Macedo

             Dimas Macedo

 

         O meu irmão Rivaldo Macedo, conhecido, popularmente, em Lavras da Mangabeira, pelo nome de Rivaldo Lobo, foi um ser humano extraordinário, que veio ao mundo para servir e se colocar a serviço do bem.

          Nasceu, assim como eu e a maioria dos meus irmãos, no Sítio Calabaço, a nove quilômetros da cidade de Lavras, aos 6 de setembro de 1946, e faleceu na sua residência, no bairro Além-Rio, na mesma cidade, aos 9 de maio de 2000.

          Era filho de José Zito de Macedo (Zito Lobo) e de Maria Eliete de Macedo, e neto, pelo lado paterno, de Maria de Aquino Furtado e de Antônio Lobo de Macedo, antigo vereador à Câmara Municipal daquela localidade.

         Tinha uma ligação muito forte com os seus parentes e os seus ancestrais do Sítio Calabaço, especialmente, com os nossos avós, pelo lado materno, José Furtado de Macedo (Pai Zé) e Maria das Mercês Macedo (Maezinha).

         Estudou no antigo grupo escolar da sua cidade natal e no Colégio Agrícola Professor Gustavo Augusto Lima. Contudo, profundamente inclinado para as atividades agrícolas, abandonou os seus estudos para dedicar-se à vida rural e ao criatório de animais.

        Viveu a sua infância no Sítio Calabaço, depois, na cidade de Lavras e no Sítio Cajueiro, cuidando, igualmente, dos seus afazeres de empresário rural na Fazenda Riachão, que pertencia a pessoas de sua família e que passou, com o tempo, para o seu domínio, onde construiu duas residências e dois açudes, cujas estruturas, ainda hoje, evidenciam o seu senso de organização.

        Em Lavras da Mangabeira, Rivaldo tornou-se um respeitado agropecuarista, destacando-se também como vaqueiro, especialmente por suas participações em vaquejadas nas quais atuou com as suas iniciativas e os valores da sua inteligência.

        Dotado de grande generosidade e de reconhecido carisma social e político, sobressaiu-se pelos serviços prestados à sua comunidade e aos moradores do bairro Além-Rio, do qual foi um dos civilizadores, ao lado do seu tio Joary Lobo, que foi vereador, presidente da Câmara Municipal e vice-prefeito daquele município.

       Preocupado com o desenvolvimento agropecuário do seu município, engajou-se em várias iniciativas políticas, sendo sido, inclusive, presidente da Cooperativa Agrícola de Lavras da Mangabeira.

        Em sua terra de berço, os acertos da sua retidão moral e a sua dedicação à causa dos seus semelhantes serviram de exemplos à sua comunidade: a todos aconselhando, a todos ajudando e com os pobres dividindo os frutos do seu trabalho e da sua reputação.

         Hoje o seu nome está afixado na praça do bairro onde mais atuou, e a estrada-avenida que liga o Além-Rio à sua antiga residência também leva o seu nome. Referida avenida, para a minha alegria, é a extensão da rua em homenagem ao nosso venerado pai, cuja legenda cultuamos com respeito e admiração.

      Orgulho-me não apenas dessas iniciativas prestadas à memória do meu irmão Rivaldo Macedo, mas de tê-lo na conta de um grande amigo e do irmão a quem mais me liguei, pelos laços da emoção e do afeto e pelos fervores do amor e da generosidade.


Um comentário:

  1. Amigo e confrade Dimas Macedo: Muito interessante seu texto apresentando seu irmão Rivaldo, e falando de sua vida e de suas qualidades. Dos quatro filhos de meus pais, restamos apenas eu e o Nirez (Miguel Ângelo). Recentemente se foi minha única irmã, Consuelo.
    Você fez muito bem em resgatar a figura de Rivaldo Macedo (ou Rivaldo Lobo). Ainda bem que ele foi homenageado em sua terra. Grande abraço do Sânzio de Azevedo.

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